sábado, 11 de agosto de 2007
Raiz & Remix
Quando? 25 (sábado) e 26 (domingo) de agosto
Onde? No Parque Josepha Coelho, em Petrolina
Quanto? Sabe quanto? Nadinha. De graça, com a graça e a competência da Alegria Alegria Produções e dos seus patrocinadores.
Então não tem desculpa, né?!
Raiz & Remix, o evento!
www.raizeremix.com.br
Sábadão de "Aleluia"
Mas hoje tem tudo pra ser o "Sábado de Aleluia" da nação rubro-negra.
É a hora da virada!
E nada melhor pra isso do que ser no maior templo do futebol mundial,
que é a "casa" do Mais Querido onde a magnética assim canta:
"Mengo maravilha, nós gostamos de você,
Mengo maravilha faz mais um pra gente ver".
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Lançamento do livro "Letras Embriagadas" - A poesia totalista de Luiz Hélio
Grande abraço e saudações culturais.
Trabalhos publicados: O Canto Cortejante; Revista Art Pop Zine; Jornal O Cerveja; Coluna Zonna Zine (jornal Diário da Região); Coluna Mengo meu dengo (sites http://www.flamengorj.com.br/ e http://www.flamengo.com.br/); Letras Embriagadas (livro no prelo), além de participações nas Antologias "Poética Ribeirinha" (editado pela UPE), "Poetas em Rebuliço" (lançado pela UBE - Petrolina) e colaborações textuais em revistas e jornais da região.
Luiz Hélio Alves de Oliveira
Discurso de Posse na Academia Juazeirense de Letras – AJL
Sr. Presidente,
Srs. Vereadores,
Caríssimos Confrades e
Caríssimas Confradas,
Ilustres Convidados,
Permitam-me quebrar o protocolo para saudar aos meus amigos aqui presentes e, com carinho extremo, aos meus familiares. Em especial, minha mãe e minha esposa.
Inicialmente, quero expressar a imensa alegria que neste instante toma conta de mim por tão insigne homenagem que honrosamente recebo deste sodalício, mediante indicação da professora e acadêmica Esmelinda Pergentino Calazans Nunes, agora minha madrinha literária e generosa incentivadora dos novos artistas. Não há como deixar de agradecer e deixar a certeza de que não medirei esforços para fazer jus a esta demonstração de confiança na minha pessoa e de credulidade no meu trabalho.
Antes de chegar à órbita das novas conquistas, passei por uma verdadeira odisséia totalista: 1991 – O Canto Cortejante, primeiros poemas lançados. 1992 – Viva a Independência da Língua, incursão sem volta nas paginas do jornalismo impresso. 1995 – Revista Art Pop Zine, visões para um futuro que naquele tempo, seria agora. A nave das grandes conquistas. Singelo tributo em parceria com o poeta Ângelo Roncalli na convivência azul da cidade do Juazeiro, diretamente da Rua Melo, para a Bahia, o Brasil e o cosmos. Sonhos libertários de um mundo perfeito embalados pelo rock, pela bossa nova e pelo pensamento anarquista do escritor Roberto Freire: é o amor, e não a vida, o contrario da morte. Nos os protomuntantes! O uivo do beatnik Allen Ginsberg com Kadish e outros poemas, ecoou em nossa poesia. 1996 – Jornal "O Cerveja", poesia e carnaval. Paixões e alegrias pela proposta de um jornalismo cultural e totalista. Manifestação do que há de mais extraordinário e positivo na atitude humana. Total poesia. Tudo é. Todos no mundo. O amor também é total. A arte é...
Receber o título de Membro Efetivo de uma confraria que reúne ilustres personalidades com reconhecida contribuição para o engrandecimento sócio-cultural do nosso município é para mim, imensamente gratificante e compensador. Reconheço, porém, que muito falta ainda a ser feito, pois estou apenas no começo de uma longa jornada que, queira Deus, possa eu chegar ao fim com o objetivo realizado. No entanto, acreditando nas palavras proverbiais do poeta britânico William Blake, quando o mesmo enfatiza que “aquele cujo rosto não se ilumina, jamais há de ser uma estrela”, sinto-me à vontade para me ombrear com esta plêiade de literários e intelectuais, já que mesmo antes de fazer parte dos círculos acadêmicos, senpre busquei a luz do conhecimento. Encaro, pois, o desafio e assumo a responsabilidade de bem representar escritores e poetas da minha geração do Totalismo. Artistas que ainda cedo iniciaram a fantástica incursão nas artes, ou mais precisamente, no universo da poesia totalista, ou a literatura sem ossos, sem barreiras e sem segredos. Uma adolescente e inquieta geração do inicio dos anos de 1990, que cresceu influenciada pela efervescência cultural das décadas anteriores, quando a arte ainda estava em contato direto com o povo e se fazia presente nas ruas, nas praças e nos bares.
Nesta órbita, ciclos que se renovaram ao longo dos acontecimentos e continuam se renovando a cada dia, escrevendo novos e importantes capítulos na historia cultural de Juazeiro e da região, lançando propostas para a compreensão da arte como um imprescindível caminho para se chegar a uma sociedade mais justa e harmoniosa, mostrando que “o ato mais sublime é colocar o outro diante de ti”, como novamente nos ensina Blake em seus provérbios da sabedoria. Ou ainda, atender à proposta do poeta das Canções de Água Doce, Expedito de Almeida Nascimento Filho, ou simplesmente Expeditinho, mestre e incentivador dos primeiros versos e dos primeiros sonhos juvenis: “viver é insuportável! Felicidade é criar. Salve-se pela arte e boa viagem”.
Ainda exultante e emocionado, ressalto mais uma vez a felicidade que em mim aflora por estar tomando posse na AJL nesta noite jubilosa em que festejamos os 128 anos de emancipação política de Juazeiro, comemorados no dia de ontem, 15 de julho. Data esta que também merca os sete anos de fundação desta Academia que tem em seus assentos personalidades de elevado nível intelectual. Mais ainda, no ano em que a confraria-mor, mãe de todas as academias literárias, a Academia Brasileira de Letras, completará 110 anos de atividades. Fundada em 10 de novembro de 1896, a ABL agrega alguns dos mais importantes intelectuais deste pais e teve como seu primeiro presidente, um dos nossos maiores escritores de todos os tempos, o eminente Machado de Assis, que, iluminado como era, mais tarde viria a declarar: O amor e a poesia são os dois olhos de Deus. Aproveito o ensejo para citar o lema desta casa que hoje me colhe: “Nihil sine Deo”. Nada sem Deus. Tudo com Criador. Pois é d’Ele que emana toda a beleza do universo.
Cumprindo a obrigação que me cabe nesta solenidade, farei agora o elogio ao Patrono. Como a cadeira que me servirá de assento não possui antecessores, me aterei a fazer referencias à saudosa professora Judite Leal Costa – dedicada e influente personagem na historia da educação deste município- que muito me orgulha tê-la como Patronesse.
(...)
Alem de lecionar, a professora Judite nutria outra grande paixão, a sua Juazeiro. Extraído do livro do agora confrade Dr. Charles Muniz Duarte, declamarei um canto de amor desta grandiosa mulher à sua terra amada:
Juazeiro, minha terra querida
beijo o teu solo agradecida,
pelo régio presente luzeiro,
Maria das Grotas, Santa Aparecida,
Consagrada Senhora de Juazeiro.
E em memória de minha Patronesse, peço licença para também exaltar este lugar recitando um poema em sua homenagem:
Três tons
Lá onde a boemia azul cheira o vento do Angary
barcos levam pescadores
de sonhos amando em claras águas
e ouve-se o lamento das mulatas
no canto da saudade
das lavadeiras de Edésio
Já no cais da memória
ainda soa o lirismo da bossa de Joãozinho
que se mandou pra virar João
Mas seja lá como for, mesmo na imaginação,
inda se pode ouvir, baixinho,
a voz daquele violão
Desde lá quando o velho poeta batia uma baba
tais quais os dribles do malandro
já pintava a poesia da nova música criativa brasileira
o Brasil sambou e a filha de Baby
cresceu maravilhosa
Quem não canta Galvão, Edésio e João
ou é ruim da cabeça ou não sente
Juazeiro nessa hora.
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Nesta utópica cidade,
a poesia e a música são a ordem do dia...
... e da noite.
São barcos, velas, um rio, musas e muitos violões.
E neste devaneio Juazeiro canta e a gente sonha.
Sonhos culturais, musicais.
Quiçá o nosso dom nunca perca o tom
e conquistemos sempre mais...
Bim bom, bim, bim bom...
“É só isso meu baião e não tem mais nada não...”
Grande abraço e saudações acadêmicas.
Luiz Hélio Alves de Oliveira – Juazeiro – Bahia, em 16 de julho de 2006.
